27 Dezembro 2008

Natal em mim (Revoltado)


Acordei com vontade de gritar e não gritei. Tinha vontade de partir o espelho, o meu reflexo. Às vezes é tão difícil ser honesto e viver um dia de cada vez. Às vezes tenho vontade de apanhar um comboio e atirar-me dele. Não porque não gosto de viver, mas porque sou impaciente e teimoso mesmo perante a vontade de Deus, porque me questiono porque certas coisas são assim. Será que é a vontade de Deus que eu trabalhe todos os dias da minha vida só porque dizem que é assim que tem que ser?! Não... Mas tudo o que quero é ter aquele sorriso no rosto que adoro quando me olho no espelho. Então porque só vejo tão poucas vezes?! Porque este mundo tão belo visto de cima é tão horroroso visto daqui?! Porque?! Porque estou aqui a desfazer-me quando tenho uma vida melhor do que a maior parte da humanidade?! Porque todos somos assim... Parece que nunca estamos satisfeitos com nada, e sabes que mais?! A culpa é apenas nossa, porque se não pensassemos tanto nos outros, se não invejassemos tanto as inúteis coisas que queremos ter, a vida seria muito melhor. Tenho uma família que mesmo sem eu demonstrar o devido valor me ama, tenho uma mulher ao meu lado que por mais criança que seja tem poucas certezas da vida, mas tem a certeza que me ama, tenho a oportunidade de estar num dos melhores cursos do mundo, no 4º ano! Que idiota que sou, porque se tivesse nascido em Africa, Ásia, ou qualquer destes sítios onde ainda se vive a muitos séculos atrás, não teria a oportunidade de ser uma pessoa comum dentro as queridas de Deus, não seria uma pessoa capaz de agradecer a Deus pela vida que tenho. Por isso se todos pensassemos um bocado nisso, se não fossem os ricos tão gananciosos por aquilo que já têm, tão cegos e influenciáveis por tudo o que lhes dê mais poder, tão mesquinhos, não estaríamos a fazer campanhas para salvar o planeta, não seria preciso... Hoje acordei assim, com vontade de escrever o óbivio que toda a gente sabe, mas que ninguém corrige. Acordei com vontade de partir o espelho por ter tantas parecenças com esta raça que pensa que nos governa, que pensa que não consegue-se ser feliz assim, mas sabes que mais?! Não haverá um dia este ano que não me ria, não haverá um dia este ano que não diga a palavra amor e resumindo, não haverá um dia que não viva! Haverá sempre um grito mas de alegria, haverá sempre um reflexo por ter orgulho do que vejo, e apanharei o mesmo comboio para chegar a algum sítio que não sei mas que chorarei de emoção, porque sou humano, cometo muitos erros e aprendo mais que isso, e choro porque consigo agir, chorar e cumprir objectivos que me deixam orgulhoso de atingir. Por isso este Natal não quero nada, não mereço, quero apenas um abraço e sentir que acreditas em mim, sim, serei melhor, cada dia, cada ano, serei como fui feito para ser, serei filho de quem quiser me amar e serei homem de quem quiser me beijar e felizmente já sou teu. O dia que estiver a cair, vou ler isto novamente, palavras soltas e revoltadas de um miúdo-homem, de um homem-miúdo, que não consegue parar de errar mas principalmente não consegue parar de aprender, e que um dia será um Homem completo, alguém que sabe agir, sabe enfrentar tudo, mas principalmente, não tem medo algum de errar. Esse dia virá, talvez não neste, mas em breves anos, que Deus acompanhe este miúdo que espera ser homem, para que o Homem possa fazer de Deus e nunca esquecer que pode ajudar outros miúdos como ele, francamente medrosos de viver, e sedentos de crescer, mas será um dia após o outro, um degrau de cada vez, uma ferida sarada todos os momentos de guerra consigo mesmo. Quem me dera ter um Homem agora que ajudasse este miúdo, mas há sempre um primeiro miúdo que se torna Homem para ajudar o seguinte. Serei assim, e se não conseguir... Bem talvez Deus saiba mesmo o que faz.

30 Setembro 2008

Just for you!

Fico sentado a espera que desapareças
Nao é por mal mas acho que é melhor saires
O medo que tenho de te perder
A inimaginavel forma de viver sem ti assusta-me
Por isso, vai embora agora
Esse medo que me consome e invade
Essa dúvida e o saber que nada é eterno
E tão bom seria...
Depois de tanto tempo a espera de alguém assim
De qualquer coisa que me fizesse respirar
De tudo o que me faz sorrir
E se eu me entregar agr?
E se acontecer como tantas vezes que incondicionalmente acabei por me magoar?
Nao sei...
Por isso adoro adorar alguém
Por isso adoro amar-te e sentir que o teu amor
E se me atiro sem pensar
Nao será algo que nao tenha reflectido vezes sem conta
Porque a unica conclusao que podemos ter acerca do amor
É que enquanto vive vivemos também
Por isso, se nao amas ninguém..
Desculpa informar-te...
Mas estás ligado à máquina.
E amar dói, sim!
Mas tão bom sentir dor!
Amar, amar, amar
Chorar, gritar, sofrer...
Sim, não é fácil
Mas que coisa apenas tem o lado bom?
O amor...
Porque as pessoas nos decepcionam
Nao sabem o que perdem
Mas quando amamos realmente nao há lado mal
Porque sabemos sempre que por pior que estejamos
Haverá smp este calor a invadir o peito
Esta musica a aumentar na cabeça
E esta loucura que me impede de pensar a meio centímetro de ti
Sem sessar ou querer parar
Todos os dias e horas a pensar
Q um dia nos podemos enganar
E tudo o que vivemos acaba assim
E dizes que já não dá
Dizes que já não sentimos o mesmo
Nesse dia estarei sem duvidas ligado a maquina
Pois nao serei mais capaz de amar....

16 Novembro 2007

Inspiração

Olho para dentro e sigo o que vejo
Não o que quero ver mas o que acontece sem pensar
Paro e fico calado perante ti
Deixo que fluas sem tirar nem por
Só fico a espera que digas algo
Que cantes, chores, berres, ...
E sinto muitas vezes que queres sair
Palavras e palavras, versos e versos
Tudo misturado dá qualquer coisa que não sei explicar
Algo que não se pensa
Que só se consegue sentir o princípio e o fim
Porque a história és tu que contas
O medo és tu que o tiras
E sinto-me mais forte contigo
E quando faltas não esforço
Deixo-te descansar porque mereces
E vivo um pouco no vazio
Vazio cheio de ti nos outros
Assim aprendo
Mostra-me o que não vivi
E deixa-me sonhar
Porque és "uma luz que chega de repente"
E "não é preciso se estar nem feliz nem aflito
e nem se refugiar num lugar mais bonito"
Vens mudas tudo
Voltas e mudas o que mudaste
Mas continuo o mesmo
Apenas me sinto mais completo.
P.S.: As passagens entre aspas são retiradas de um
samba brasileiro "o poder da criação" cantado por
Jorge Aragão.

09 Novembro 2007

Mergulho

Digo que passou, mas não deixo que a tristeza me consuma
Olho para frente com a cabeça lá atrás
Transpareço a alegria inexistente do que perdi
Ou do que deixaste fugir...
Há coisas que não se atiram para o abismo
Não sem motivo
Muito menos quando tudo conspira ao contrário
Meu sangue ferve quando me dizem: "Desiste"
Minha mente arrefece quando penso: "Nada a fazer"
E choro quando sinto falta do que preciso para mergulhar
Não gosto da superfície!
Não gosto de CHORAR...
E passo a passo conheço novos sítios
Outros tesouros que me esconde o mar
E até apetece-me mergulhar
Mas dói-me deixar para trás aquele sítio
Meu porto seguro de águas violentas
Porque sei que nele eu sei mergulhar
Se ao menos me deixasses respirar
Agora quero fazer o que queres que eu faça
Não, não é isso!
Não vou ficar aqui a espera que a tempestade se afaste
Vou seguir, Mergulhar todas as vezes possíveis e precisas
Para que eu possa encontrar outro porto
Não igual a este inigualável
Mas outro insaciável
Que me diga: "Preciso de ti, sou parte de ti!"
Mas por agora vou mergulhar e só.

06 Fevereiro 2007

Muito Tempo...


Todos os dias que passam espero mais
Como se fosse muito mais
Sinto-me um pouco egoísta
Porque mais seria sonhar demais
Acontece que estou a amar esta nova fase
Toda...
Espero sempre que eu todos os dias sorria mais
Para compensar os dias em que chorei demais
Então paro e penso
Será que quero mesmo arriscar que mude todos os dias?
Quando desejamos isso temos que contar com o bom e o mal
Por isso desejo-te assim
Como és... Porque ensinaste-me a amar-te
Ensinaste-me a esquecer que eu importo
Porque mais importante ainda és tu
Agora...
E desejo isso para sempre
Mesmo que perca certas coisas que se calhar quereria
Prefiro isto..
Prefiro amar-te para sempre
Sim, porque assim não serei uma pessoa normal
Serei apenas uma pessoa normal e feliz
Dificilmente se vê isso hoje
Mas o que posso fazer se te amo?
O que posso fazer se me conquistaste e é o que mais quero no mundo
Viver ao teu lado...
Por muitos e muitos e muitos anos
Por Muito Tempo
Que me faça esquecer todos os dias que pedi a Deus por ti
Que me faça lembrar de lhe agradecer a minha princesa
Linda e Doce como nenhuma outra...
Amável e muito mulher como muitas outras quereriam ser...

28 Setembro 2006

Palavras soltas levadas pelo vento...


Fosse o que fosse não entendo porque
Adoro mas não entendo
Talvez tenha feito algo errado
Quem sabe matei ou roubei
As vezes que me pergunto não consigo contar
Os minutos que tentei concluir algo são inúmeros
E mesmo assim adoro
Todos os medos e vitórias
Todos os desamores
Que gosto é melhor?!
Talvez não entenda porque choro escondido
Mas de que vale gritar?
Falemos de amor e de alegria
Não quero atrair mais tristeza
Quem sabe alguém veja que estou só
E o que eu preciso tanto...
Não, não falo de ar
Mesmo com vontade de respirar, não é isso
E ainda assim amo
Todos os dias e dias que passam
Todos os segundos longos ou curtos
Esta forma irrealista de amar
Num vento que me faz pensar que sou pobre e rico ao mesmo tempo
Lealdade de quem mente e é o mais sincero de todos
De quem luta por coisas simples a quem ninguém dá importância
Do amor de uns e outros
Mas mesmo assim respiro
E sussurro
Baixinho...
ESTOU AQUI...
Mas não quero chamar a atenção
Apenas desejo ser útil
E poder dizer-te de peito aberto
Quem sabe um dia ouvirás
Num sonho aparecerei
E vais querer que eu fique
Talvez ai seja tarde
Escreverei numa folha em branco tudo o que um dia quero dizer-te
Mas mesmo assim ficarei, ainda que não seja para sempre...

25 Setembro 2006



E essa febre não passa...
O meu sorriso enfraquece e enlouqueço os lençóis
Não consigo mexer-me, a cabeça pesa
Meu braço sem força
Meu coração sem ritmo
Os olhos fechados projectam um filme pelas pálpebras
O meu corpo chama por vida
Parece que se tivesses ali mudaria alguma coisa
Que nada... Apenas mais um sonho
Começo a pensar que desistir pode ser o melhor
Então apelido-me de cobarde
Luto, luto porque sei que uma febre passa
E mesmo que durasse uma eternidade
Talvez quisesse que tivesses ali
Seria mais forte que um bárbaro
Talvez tão ágil para te dizer tudo em tão pouco tempo
Quem sabe terás tempo para me ouvir
Quem sabe não serei tão chato se não te maçar com isso
Digamos que mudaria muita coisa na minha cabeça
Portas gigantescas se abririam
Para isso é preciso lutar
E essa febre que não passa...
Amarrado à cama luto pela liberdade
Não do corpo mas da mente
Os meus delírios só dizem verdades
Dizem tudo o que tenho medo de encarar
Dizem tudo o que o meu absurdo te quer dizer
E tudo o que sonhei se torna realidade
Parece que prefiro ter febre
Ao menos a delirar sou feliz
Passo por campos enormes de flores ao teu lado
Caminho em pântanos imundos para te levar ao fim do mundo
Olho para ti sem vergonha de estar a esconder que te adoro
Esboço o meu mundo que contornas com a tua boca
Digo-te que te quero e acordo sem ver a tua reacção
O mundo parece tão triste
Até que bates a minha porta e preocupada abraças-me
Ao menos amizade e que doce
Encorajo-me quando dizes-me obrigado
Adoeço quando não sou nada para ti
Morro se me deixares...